Resposta rápida: as coisas que eu fiz para me tornar desenvolvedor foram começar pelo básico, estudar lógica e algoritmos, entender estruturas de dados, praticar com projetos reais, buscar estágio ou experiência prática e desenvolver soft skills. Se você seguir esse caminho com consistência, a evolução fica muito mais clara.
Minha jornada começou antes da faculdade, em um curso técnico de informática com foco em desenvolvimento de software. Foi ali que tive meu primeiro contato com programação e percebi que dava para resolver problemas de verdade com código. Hoje, com mais de 12 anos de experiência no mercado, consigo enxergar com mais nitidez quais foram as decisões que realmente aceleraram minha formação — e quais atalhos não valiam a pena.
Se você está começando agora, trocando de carreira ou tentando dar o próximo passo, este conteúdo reúne things I did to become a developer de um jeito direto, prático e aplicável.
1. Comecei pela lógica de programação e algoritmos
Uma das primeiras atividades do curso foi escrever, em passos, como trocar uma lâmpada. Parece bobo, mas esse tipo de exercício treina exatamente o que faz diferença em programação: pensar em sequência, condição, repetição e clareza.
Antes de tentar aprender uma stack inteira, eu me foquei em entender como resolver problemas. Isso ajudou muito quando comecei a programar de verdade, porque a linguagem muda, mas a lógica continua sendo a mesma.
Exemplo real
Um dos primeiros problemas que resolvi foi validar se um número era par ou ímpar. Parece simples, mas esse tipo de exercício me ensinou a transformar um raciocínio em código.
function ehPar(numero) {
return numero % 2 === 0;
}
console.log(ehPar(10)); // true
console.log(ehPar(7)); // falseEsse tipo de lógica aparece em tarefas reais o tempo todo: validar formulários, filtrar listas, controlar fluxos de cadastro e criar regras de negócio.
Por que isso importa
- Ajuda a pensar como desenvolvedor, e não só como usuário da linguagem.
- Facilita aprender qualquer tecnologia depois.
- Reduz travamentos quando aparece um problema novo.
- Prepara para testes técnicos e entrevistas.
2. Estudei estruturas de dados e linguagens estruturadas
Depois da lógica, mergulhei em estruturas de dados e em linguagens mais estruturadas, como C e Pascal. Isso me ajudou a entender melhor como os dados são organizados e como o computador processa instruções.
Na prática, isso foi importante porque eu parei de apenas “escrever código” e comecei a entender por que uma solução era melhor do que outra.
Exemplo real
Quando precisei lidar com uma lista de alunos, percebi que não bastava guardar dados; era preciso escolher a estrutura certa para buscar, ordenar e atualizar informações sem complicar o código.
const alunos = [
{ nome: 'Ana', nota: 9 },
{ nome: 'Bruno', nota: 7 },
{ nome: 'Carla', nota: 8 }
];
const aprovados = alunos.filter(aluno => aluno.nota >= 8);
console.log(aprovados);Ao estudar listas, pilhas, filas e mapas, fica mais fácil escolher a estrutura certa no momento certo, principalmente em projetos maiores.
3. Aprendi orientação a objetos de forma prática
Depois de consolidar a base, estudei orientação a objetos com mais atenção. Conceitos como encapsulamento, herança, abstração e polimorfismo deixaram de ser só teoria quando comecei a usar isso em exemplos simples e depois em projetos reais.
Exemplo real
Um exercício que me ajudou bastante foi modelar uma classe para representar um produto em um sistema de loja.
class Produto {
constructor(nome, preco) {
this.nome = nome;
this.preco = preco;
}
aplicarDesconto(percentual) {
this.preco = this.preco - (this.preco * percentual / 100);
}
}
const teclado = new Produto('Teclado', 200);
teclado.aplicarDesconto(10);
console.log(teclado.preco); // 180Esse tipo de raciocínio me ajudou a organizar melhor o código e a enxergar o sistema como partes menores, cada uma com sua responsabilidade.
4. Busquei experiência prática cedo
Enquanto estudava à noite, trabalhei e tentei aplicar o que aprendia sempre que possível. Essa mistura de teoria com prática foi decisiva. Não adianta estudar por meses sem colocar a mão em projetos reais.
Na minha experiência, é justamente na prática que aparecem as dúvidas que o curso não mostra: versão de biblioteca, erro de integração, limite de tempo, bug escondido, ajuste de comportamento e por aí vai.
Exemplo real
Um dos aprendizados mais valiosos veio quando precisei corrigir um erro simples em produção: um campo estava chegando vazio porque o formulário não validava corretamente. O problema não era complexo, mas me ensinou a importância de testar cenários reais antes de publicar qualquer mudança.
Bloco prático
O que você pode fazer nesta semana:
- criar um projeto pequeno, como lista de tarefas ou controle de despesas;
- publicar o código no GitHub;
- escrever um README simples explicando o que o projeto faz;
- corrigir pelo menos um bug por dia por conta própria;
- anotar o que aprendeu em cada etapa.
Como procurar estágio ou primeira oportunidade
- Monte um currículo objetivo, com foco em projetos e tecnologias que você realmente usa.
- Tenha um portfólio com links para repositórios no GitHub.
- Use o LinkedIn para acompanhar vagas e conectar com profissionais da área.
- Candidate-se mesmo sem se sentir 100% pronto.
- Treine entrevistas técnicas e comportamentais com frequência.
Links úteis: GitHub e LinkedIn.
5. Desenvolvi soft skills junto com a parte técnica
Ser desenvolvedor não é só escrever código. Comunicação, organização, colaboração e capacidade de aprender rápido fazem muita diferença no dia a dia.
Eu percebi isso cedo em situações como participar de reuniões, explicar um problema para alguém não técnico e dividir tarefas com outras pessoas do time.
Exemplo real
Quando precisei alinhar uma entrega com outro setor, percebi que a solução técnica sozinha não bastava. Foi necessário explicar o impacto, ouvir o contexto do negócio e ajustar o que seria entregue. Essa habilidade melhora com prática, não com teoria.
Erro comum que atrasa quem quer virar desenvolvedor
Erro comum: tentar aprender tudo ao mesmo tempo e pular o básico para correr atrás da linguagem da moda.
Isso costuma gerar frustração porque a pessoa até consegue copiar comandos, mas não entende o que está fazendo. O resultado é travar quando o projeto foge do tutorial.
Como evitar isso: foque em uma base sólida, escolha uma linguagem principal para começar, pratique com pequenos projetos e revise os fundamentos com frequência.
O que mudou quando passei a estudar do jeito certo
Quando parei de estudar de forma aleatória e comecei a seguir uma sequência mais lógica — fundamentos, estruturas, OOP, prática e comunicação — minha evolução ficou muito mais consistente. Os conceitos começaram a se conectar, e os projetos deixaram de parecer montanhas impossíveis.
FAQ
Preciso saber tudo de matemática para virar desenvolvedor?
Não. O mais importante no começo é lógica, disciplina e prática. Matemática ajuda em áreas específicas, mas não é um pré-requisito para iniciar.
Qual linguagem devo aprender primeiro?
Escolha uma linguagem popular e fácil de praticar, como JavaScript, Python ou Java. O principal é manter consistência e construir projetos pequenos.
Preciso fazer faculdade para trabalhar como desenvolvedor?
Não necessariamente, mas faculdade ou curso técnico podem acelerar a base e abrir portas. O que pesa muito no mercado é a combinação de conhecimento, prática e portfólio.
Como saber se já estou pronto para minha primeira vaga?
Se você consegue criar projetos simples sozinho, explicar suas escolhas e resolver problemas básicos sem depender totalmente de tutorial, já está num bom caminho para começar a se candidatar.
Quantas horas por dia devo estudar?
Mais importante do que estudar muito em um dia é estudar com constância. Mesmo 1 hora por dia, se for bem usada, pode gerar evolução real ao longo do tempo.
Conclusão: próximos passos para quem quer virar desenvolvedor
As coisas que fiz para me tornar desenvolvedor não foram mágicas, nem aconteceram de uma vez. Foi um conjunto de decisões práticas: estudar fundamentos, aprender com exemplos reais, praticar com projetos, buscar experiência e melhorar a comunicação ao longo do caminho.
Próximos passos:
- escolha uma linguagem principal;
- reforce lógica e algoritmos;
- estude estruturas de dados e OOP;
- crie um projeto pequeno ainda esta semana;
- publique no GitHub e peça feedback;
- comece a se candidatar a vagas de estágio ou júnior.
Se quiser aprofundar o tema, vale ler também: Por que aprender Java?
O caminho fica mais claro quando você para de tentar acelerar tudo e passa a construir base de verdade. É isso que, no fim, sustenta a carreira.
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